Combate às Drogas: Uma Lição (também) de
Sala de Aula

Sonolência, não cumprimento das tarefas escolares, queda no desempenho escolar e mudança de comportamento. Essas são algumas das características que podem identificar um jovem que começa a fazer uso de álcool e de outras drogas. Com o tempo, esse consumo pode potencializar a predisposição a doenças, que vão de depressão leve a quadros graves, como esquizofrenia. Isso acontece porque as substâncias afetam diretamente o cérebro, na parte psicomotora, cognitiva e psíquica. É o que informa o médico psiquiatra Vicente Ramatis Lima.

Para evitar esse cenário, em 2011 foi criado o Projeto Escolar Antidrogas que consiste em informar e alertar os alunos sobre os prejuízos causados por essas substâncias. Os educadores são capacitados pelo psiquiatra Vicente Ramatis Lima com o apoio de sua equipe formada por psicólogos e pedagogos. E os estudantes são motivados a apresentar trabalhos sobre o assunto nas disciplinas de ciências, história, artes, português, dentre outras. Ganha ponto quem explicar melhor os prejuízos causados à saúde, seja por meio de uma apresentação convencional, ou mais criativas, como a confecção de revistas e jornais ou até mesmo de uma peça de teatro ou filmes de curta-metragem. A ideia é inverter a lógica atual que parece ser feita para estimular o consumo, e os jovens têm que mostrar por que não se deve consumir.

O projeto foi aprovado em cinco municípios capixabas. Mas nem todos estão desenvolvendo, seja por falta de vontade política ou por falta de percepção social da necessidade de produzir trabalhos para mudar a atual realidade. A mídia noticia diariamente os cenários violentos a que somos submetidos atribuídos principalmente ao consumo de drogas, cada vez mais frequente entre adolescentes por desinformação, desejo de fuga da realidade, ilusão de que será feliz ou a influência do ambiente em que está vivendo.

Atualmente, o Projeto Escolar Antidrogas integra a Fundação IADE e busca a parceria de empresas para ser ofertado às comunidades, escolas públicas e particulares. “…” Responsável pelo projeto, Vicente Ramatis atua há mais de trinta anos na medicina, e ministra palestras sobre a influência do álcool e das drogas na sociedade. Também é autor do livro “Armadilha Social”, esgotado na primeira edição e que se encontra à venda como e-book.